|
Investigación, psicoanálisis, educación. Parte I: posición metodológica y epistemológica
Research, Psychoanalysis and education - Part I: methodological and epistemological position
Pesquisa, psicanálise, educação - Parte I: posição metodológica e epistemológica
Guillermo Bustamante-Zamudio, Universidad Pedagógica Nacional, Bogotá, Colombia |
|
Resumo
A pesquisa transita pelo singular, o particular e o universal. Não parte de um extremo para chegar ao outro (como no clássico arranjo indução vs. dedução). Nesse contexto, a ciência tem como horizonte o universal, para o qual realiza uma exclusão da dimensão subjetiva. Por sua parte, a psicanálise mantém com a ciência uma relação complexa: pesquisa ‑como ela‑ sob a pretensão de conseguir afirmações válidas para uma comunidade de trabalho; mas, por outro lado, tem como horizonte a radicalização do singular, sob o imperativo de restituir a subjetividade excluída na operação da ciência.
Palavras-chave
Pesquisa, ciência, psicanálise, verdade, singular, particular, universal, sintoma.
Palavras-chave
descritor
Pesquisa, Psicanálise, Subjetividade, Teoria da informação nas ciências sociais
Transferência à prática
Por sua concepção do sujeito, a psicanálise permite pesquisar assuntos como a educação de forma inédita. Por exemplo, Freud pensa que educar é uma das profissões impossíveis (junto com governar e a psicanálise): há algo na especificidade humana ‑a pulsão‑ que é indomesticável, há uma “economia psíquica” pela que forçosamente passam as decisões do sujeito, além das horas de exposição a problemas moralistas, independentemente de como formule seus objetivos. O conhecimento, a relação dos estudantes com ele, a conduta, a autoridade, a posição dos estudantes frente a ela, a interação… adquirem uma cor renovada.
|